A reconstrução das sedes afetadas
Os sistemas voltaram a operar, mas a sede de Porto Alegre permaneceu fechada até o dia 12/8. Os danos no prédio foram significativos, pois todo o andar térreo foi inundado, o que prejudicou diversas estruturas, máquinas, equipamentos e mobiliário.
Limpeza e reparos
Após o recuo das águas, as primeiras ações foram focadas na limpeza e reparos especializados
A Direção do Foro da JFRS, juntamente com as Divisões de Apoio Administrativo e Apoio Operacional, priorizou a busca de soluções e a coordenação de contratações, muitas delas emergenciais. Entre as ações realizadas, a limpeza especializada do pavimento térreo, o conserto dos elevadores, a manutenção dos geradores, a locação de caminhão pipa, a manutenção hidráulica, o restabelecimento da subestação de energia e o descarte adequado dos resíduos gerados pela enchente tiveram prioridade.
Os entulhos decorrentes do alagamento foram removidos do primeiro pavimento com todos os cuidados e equipamentos de proteção necessários. O material danificado incluiu mobília, painéis, divisórias, equipamentos, metais, madeiras, mármores, pias e outros itens diversos.
Parte do entulho, com potencial para reciclagem (aproximadamente cinco toneladas), foi doada à Associação dos Trabalhadores da Unidade de Triagem (ATUT) do Hospital São Pedro. Esse material será destinado a um projeto social que permite a recuperação dos itens por pacientes do hospital, com posterior revenda dos produtos recuperados para beneficiar a comunidade.
Fábio Lucarelli – Juiz Federal Vice-Diretor do Foro da JFRS
Wilson Rocha Júnior – Diretor da Divisão de Apoio Operacional
Sistemas elétricos e hidráulicos e elevadores
Reestabelecer a operação dos sistemas de energia elétrica, de água, e dos elevadores também foi desafiador
Já nos primeiros dias de maio, a equipe da Direção do Foro iniciou negociações que resultaram na locação de dois geradores a diesel para garantir o funcionamento dos sistemas da JFRS, que estão hospedados no Data Center. Posteriormente, um terceiro gerador foi cedido pela concessionária CEEE/Equatorial. Embora significativa, a potência gerada não foi suficiente para suprir toda a demanda do prédio. Por isso, o equipamento foi utilizado para fornecer iluminação e energia para as tomadas nos andares “P” e 3º.
A sede da JFRS possui uma subestação elétrica própria, que recebe energia em alta tensão da rede e a converte para as voltagens usadas nas tomadas comuns (127/220V) e nos elevadores (380/220V). Uma empresa foi contratada para realizar a manutenção corretiva e preventiva da subestação, situada sob a escadaria do prédio e severamente danificada pelas águas. Os equipamentos foram limpos, remontados e tiveram as peças substituídas.



Em relação aos elevadores, diariamente, a água que invadia os poços era bombeada para fora. No entanto, devido à persistência de solo encharcado, os alagamentos continuavam a ocorrer. À medida que o volume de água foi diminuindo, foi possível realizar a limpeza e desinfecção dos elevadores. Em seguida, a manutenção dos motores, engrenagens, cabos e demais dispositivos de segurança foi executada pela empresa responsável pela manutenção dos elevadores.
A bomba hidráulica precisou ser reparada e reeletrificada para garantir que a água fornecida pelo DMAE chegasse aos dois reservatórios localizados no 10º andar do prédio.
Perícias médicas
A realização das perícias médicas era uma preocupação constante na Direção do Foro da JFRS
Enquanto as manutenções e reformas estavam sendo efetuadas, a realização das perícias médicas na sede em Porto Alegre era uma preocupação constante na Direção do Foro da JFRS. Este serviço foi retomado no dia 1º/7, mas o prédio ainda estava fechado para o público em geral. Foi montada uma estrutura para poder receber as pessoas que passariam pelas perícias e os profissionais peritos. Parte dos atendimentos vinha ocorrendo em consultórios externos. A partir desta data, com o retorno também na sede, todas as perícias canceladas em função das enchentes foram reagendadas. Enquanto os elevadores do prédio não estiveram em funcionamento, pessoas com dificuldade de mobilidade foram atendidas em um consultório especialmente montado no primeiro piso. A estrutura provisória contou com sala de espera e exigiu a realização de novas instalações elétricas e de rede, compra e adaptação de divisórias, vidros e aberturas; colocação de piso e mobiliário, além de pintura das paredes.


O prédio-sede em Porto Alegre foi aberto ao público no dia 12/8 com o retorno do atendimento presencial e o encerramento do teletrabalho obrigatório. Ainda aconteciam reformas no local, mas isso não inviabilizou o trabalho de servidores e magistrados e o atendimento das pessoas que buscavam os serviços do órgão.
Arquivo e Almoxarifado
Outros prédios da JFRS, ainda que distantes do Lago Guaíba, também foram atingidos pela enchente
É preciso registrar que a enchente também atingiu os espaços do almoxarifado e do arquivo da JFRS, localizados em pavilhões locados na Avenida Severo Dullius. Ali também foi realizada a limpeza. A primeira etapa possibilitou a remoção de uma grande quantidade de lodo e restos de água da enchente, e prosseguiu com a limpeza do piso e da retirada dos móveis e outros bens patrimoniais danificados pelos alagamentos. Além disso, foram contratadas empresas especializadas para transporte e descarte adequado de autos em papel já classificados para desfazimento e que foram severamente danificados, sem possibilidade de recuperação. Em paralelo, foi contratado serviço de higienização e recuperação de outros 36 mil processos que permanecem no local.

Registros fotográficos
Veja algumas imagens da situação após o recuo da água e do trabalho de reconstrução













